segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

O emprego do SC

Quando o grupo sc forma um dígrafo, isto é, representa um único fonema (/s/), costuma haver dificuldades em seu emprego, justamente por ter som de c como em anoitecer, amanhecer, etc.
Não há regras que determinem quando se deve usar o dígrafo sc ou simplesmente a letra c. A razão de algumas palavras apresentarem sc é a etimologia (crescre: crescer / nascere: nascer), porém o grupo sc que aparecia no início das palavras derivadas do inglês agora é c : scena: cena / scientia: ciência.
O sufixo verbal -ecer vem do latim escer. Quando a palavra já vem formada do latim a palavra mantém i dígrafo, como em florescer, rejuvenescer. Já nas palavrar formadas dentro da língua portuguesa     usa-se -ecer: entardecer,ensurdecer.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Origem da Literatura...



 Literatura é um fenômeno social/cultural nascido de gêneros milenares, que permanecem vivos apesar da passagem dos séculos. Em geral cada civilização gerou os mitos ligados às crenças de cada povo e às suas maneiras de ver o mundo. Assim nasceram os relatos que hoje chamamos contos de fadas, contos maravilhosos ou contos folclóricos; mora neles o que restou dos elementos dos mitos.

E não existe obra literária antiga ou moderna, que não tenha raízes nessas narrativas ancestrais. Literatura para ter um determinado valor, só pode ser escrita. Os livros demoraram muito para aparecer, daí os textos literários também demorarem muito para surgir.A evolução do livro foi muito lenta, com isto o desenvolvimento humano também foi lento, uma vez que o livro apressa a evolução humana.O livro mais antigo é o "livro dos mortos" do antigo Egito que data de 1800 a. C.. Nesse livro contém fórmulas que os antigos mortos deveriam levar quando da passagem para o outro mundo.

 No Renascimento, a partir do século XV, vemos na literatura a tentativa de se equilibrar o pensamento Cristão com a filosofia greco-romana. Apesar disso, aqueles mesmos elementos fantásticos permaneceram nesse período que gerou a Literatura chamada Clássica. Em Cervantes, Shakespeare, Camões, até Dante, ainda encontramos com seres mágicos, míticos, sobrenaturais. Seguindo para o período Pré-Romântico (entre 1700 e 1800) veremos a consagração da forma literária do romance, marcado ainda por novelas de cavalaria e romances medievais, repletos de aventuras heroicas.

O emprego do H

O h é uma letra especial: ela não representa fonema algum (daí ser chamada de "letra muda"). Mantém-se em algumas palavras de nossa língua em decorrência de etimologia* ou da tradição escrita.

Emprega-se o H:

  • No início ou no final de algumas interjeições:  ah! oh! hem?! 
  • No início de algumas palavras em razão da etimologia*: hoje, haver, humilde, herói. 
  • Nos dígrafos: nh, lh, ch: rainha, palhaço, chuva.
  • Nos compostos em que o segundo elemento, iniciado por h etimológico, se une ao primeiro por hífen: sobre-humano, pré-histórico,anti-higiênico.
  • Por tradução do estado da Bahia:  é curioso observar que,em algumas palavras, eliminou-se o h etimológico como no caso de: erva, andorinha e inverno. No entanto, o h foi mantido em formas derivada dessas palavras: Erva - herbáceo, herbívoro. Andorinha - hirundino (relativo a andorinha). Inverno - hibernação

*Etimologia: palavra de origem grega formada pelos radicais étimo e logia. Étimo = origem/Logia = estudo. Etimologia é, portanto, a parte da gramática que trata da origem das palavras. 

 



sábado, 5 de janeiro de 2013

Literatura Brasileira...


Joaquim Maria Machado de Assis foi um escritor brasileiro, amplamente considerado como o maior nome da literatura nacional.


Nascimento21 de junho de 1839, Rio de Janeiro
Falecimento29 de setembro de 1908, Rio de Janeiro
CônjugeCarolina Augusta Novais (de 1869 a 1904)
Filiação: Francisco José de AssisMaria Leopoldina da Câmara Machado

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Quadro Comparativo Dos Movimentos Literários


Iniciemos as Figuras de Estilos

Veja os interessantíssimos videos do programa Eureka:


Falemos dos Nomes

Substantivo é toda a palavra que designa sercoisa ou substância.
De acordo com a gramática portuguesa, um substantivo dá nome aos seres em geral e pode variar em gênero, número e grau.

Classificação

Quanto à formação

Dá-se o nome de substantivo a todas as palavras que nomeiam seres, lugares, objetos, sentimentos e outros.
Quanto à existência de radical, o substantivo pode ser classificado em:
Primitivo, derivado, simples e composto:
  • Primitivo: palavras que não derivam de outras. Ex.: flor, pedra, jardim, leite, goiaba, ferro, cobre, uva, maçã, metal...
  • Derivado: vem de outra palavra existente na língua. O substantivo que dá origem ao derivado (substantivo primitivo) denominado radical. Ex.: pedreiro(pedra), jornalista(jornal),gatarrãohomúnculo.
Quanto ao número de radicais, pode ser classificado em:
  • Simples: tem apenas um radical. Ex.: água, couve, sol ...
  • Composto: tem dois ou mais radicais. Ex.: água-de-cheiro, couve-flor, girassol, lança-perfume, pé-de-moleque, cachorro-quente, guarda-chuva...

Quanto ao tipo

Quando se referir a especificação dos seres, pode ser classificado em:
  • Próprios: denota um elemento individual que tenha um nome próprio dentro de um conjunto, sendo grafado sempre com letra maiúscula. Ex.: João, Maria, Bahia, Brasil, Rio de Janeiro, Japão.
  • Comuns: são substantivos que designam um elemento qualquer sem individualizá-los. Subdividem-se em:
    • Concretos: designam seres que existem ou que podem existir por si só. Ex.: casa, cadeira. Também são concretos os substantivos que nomeiam divindades (Deus, anjos, almas) e seres fantásticos (fada, duende), pois, existentes ou não, não estão vinculados a alguma outra coisa para existir.
    • Abstratos: designam ideias ou conceitos, cuja existência está vinculada a alguém ou a alguma outra coisa. Ex.: justiça, amor, trabalho, etc.
    • Coletivos: um substantivo coletivo designa um nome singular dado a um conjunto de seres. No entanto, vale ressaltar que não se trata necessariamente de quaisquer seres daquela espécie. Alguns exemplos:
      • Uma biblioteca é um conjunto de livros, mas uma pilha de livros desordenada não é uma biblioteca. A biblioteca discrimina o gênero dos livros e os acomoda em prateleiras.
      • Uma orquestra ou banda é um conjunto de instrumentistas, mas nem todo conjunto de músicos ou instrumentistas pode ser classificado como uma orquestra ou banda. Em uma orquestra ou banda, os instrumentistas estão executando a mesma peça musical ao mesmo tempo.
      • Uma "turma" é um conjunto de estudantes, mas se juntarem num mesmo alojamento os estudantes de várias carreiras e universidades numa sala, não se tem uma turma. Na turma, os estudantes assistem simultaneamente à mesma aula. Eles possuem alguma ação ou característica em comum em relação ao grupo.

Quanto ao gênero

Os substantivos flexionam-se nos gêneros masculino e feminino e quanto às formas, podem ser:
Biformes: apresentam duas formas originadas do mesmo radical. Exemplos: menino - menina, traidor - traidora, aluno - aluna, gato - gata.
Heterônimos: apresentam radicais distintos e dispensam artigo ou flexão para indicar gênero, ou seja, apresentam duas formas uma para o feminino e outra para o masculino. Exemplos: arlequim - colombina, arcebispo - arquiepiscopisa, bispo - episcopisa, bode - cabra, ovelha - carneiro.
Uniformes: apresentam a mesma forma para os dois gêneros, podendo ser classificados em:
  • Epicenos: referem-se a animais ou plantas, e são invariáveis no artigo precedente. Quando é necessário discriminar o sexo do animal, acrescenta-se a palavra "macho" ou "fêmea". Exemplos: a onça macho - a onça fêmea; o jacaré macho - o jacaré fêmea; a foca macho - a foca fêmea.
  • Comuns de dois gêneros: o gênero é indicado pelo artigo precedente. Exemplos: o dentista - a dentista, um jovem - uma jovem, o imigrante italiano - a imigrante italiana.
  • Sobrecomuns: invariáveis no artigo precedente. Exemplos:a criança, o indivíduo, a testemunha (não existem formas como "o criança", "a indivíduo","o testemunha", nem palavras como "crianço" ou "indivídua" ou "testemunho").

Quanto ao número

Os substantivos apresentam singular e plural.
Nos substantivos simples, para formar o plural, acrescenta-se à terminação em n, vogal ou ditongo o s. Ex: elétron/ elétrons, povo/ povos, caixa/ caixas, cárie/ cáries; a terminação em ão, por õesães, ou ãos; as terminações em sr, e z, por es; terminações em x são invariáveis; terminações em alelolul, trocam o l por is, com as seguintes exceções: "mal" (males), "cônsul" (cônsules), "mol" (mols), "gol" (gols); terminação em il, é trocado o l por is (quando oxítono) ou o il por eis (quando paroxítono).
Os substantivos compostos São aqueles que tem dois radicais
  • se os elementos são ligados por preposição, só o primeiro varia (mulas-sem-cabeça); também varia apenas o primeiro elemento caso o segundo termo indique finalidade ou semelhança deste (navios-escola, canetas-tinteiro);
  • se os elementos são formados por palavras repetidas ou por onomatopeia, só o segundo elemento varia (tico-ticos, pingue-pongues);
  • nos demais casos, somente os elementos originariamente substantivos, adjetivos e numerais variam (couves-flores, guardas-noturnos, amores-perfeitos, bem-amados, ex-alunos).
Resumindo flexiona-se apenas o primeiro elemento:
  • quando as duas palavras são ligadas por preposições;
  • quando o segundo nome limita o primeiro, expressando uma idéia de fim ( canetas-tinteiro, sofás-cama).
Flexiona-se apenas o segundo elemento:
  • quanto há adjetivos + adjetivos (econômico-financeiros, luso-brasileiros);
  • quando a primeira palavra é invariável (guarda-roupas);
  • quando há verbo + substantivo (arranha-céus);
  • quando sao palavras repetidas (quero-queros);
  • quando se trata de nome de oracões (pai-nossos);
  • quando se trata de palavras anomatopaicas, que imitam sons(toc-tocs).
Flexionam-se os dois elementos quando há:
  • substantivo + substantivo (cirurgiões-dentistas);
  • substantivo + adjetivo (guardas-noturnos);
  • adjetivo + substantivo (livres-pensadores);
  • numeral + substantivo (Quintas-feiras).

Flexões dos substantivos

O substantivo pode variar de forma para indicar seu gênero (masculino ou feminino), numérico (singular ou plural) ou grau (aumentativo ou diminutivo). Veja por exemplo, o substantivo menino. Ele pode aparesentar menina( feminino), meninos (plural) e menininho (diminutivo).
Exemplos de diminutivos e aumentativos sintéticos:
  • sapato/sapatinho/sapatão;
  • casa/casinha/casarão;
  • cão/cãozinho/canzarrão;
  • homem/homenzinho/homenzarrão;
  • gato/gatinho/gatão;
  • bigode/bigodinho/bigodaço;
  • vidro/vidrinho/vidraça;
  • boca/boquinha/bocarra;
  • muro/mureta/muralha;
  • pedra/pedrinha/pedrona;
  • rocha/rochinha/rochedo;
  • papel/papelzinho/papelão;
  • lápis/lapisinho/lapisão;
  • sapo/sapinho/sapão;
  • livro/livrinho/livrão;
  • carro/carrinho/carrão;

Gênero do substantivo

Gramaticalmente, os substantivos podem pertencer ao gênero masculino ou ao gênero feminino, dividindo-se em biformes ou uniformes Substantivos biformes Os Substantivos biformes apresentam uma forma para o masculina e outra para o feminino.
           Na maioria das palavras, o feminino é marcado pela desinência a. Observe:
Masculino: gato, freguês, cantor e deus. Feminino: gata, freguesa, cantora, deusa
Atenção para estes casos: a) Algumas substantivos formam o feminino com a junção de sufixos. Exemplos: conde-> condessa imperador-> imperatriz
b) Os substantivos masculinos terminados em ão formam o feminino ãoã ou ona. Exemplos: leão-> leoa anão-> anã solteirão-> solteirona
Obs. Às vezes, o feminino não é indicado pela flexão do masculino mas por outra palavra. Exemplo: homem-> mulher; cavalo-> égua; pai-> mãe.
Substantivo unifome Os substantivos uniformes apresentam a mesma forma no masculino ou no feminino. Eles são clasificados em substantivos comuns de dois gêneros,substantivos sobrecomuns e substantivos epicenos. Os substantivos comuns de dois e os sobrecomuns referen-se a pessoas. Os substantivos epicenos referen-se a animais.
  • Os substantivos comuns de dois gêneros são aqueles que se referm a passoas dos dois sexos sem mudanças de forma. O gênero é indicado pelas palavras que os acompanham.
Exemplos: O pianista já chegou. --> A pianista já chegou. Aquele jovem é excelente. --> Aquela jovem é excelente. Chamou seu colega. --> Chamou sua colega.
  • Os substantivos sobrecomuns são os que têm uma única forma para os dois gêneros. Só o contexto informa se se trata de alguém do sexo masculino ou do sexo feminino.
Observe, por exemplo, esta frase: A criança está dormindo. Nesse caso, o substantivo criança pode refirir-se a um menino ou uma menina, isto é, tanto a alguem do sexo feminino quanto a alguém do sexo masculino. A forma do substantivo não muda.
Veja outros exemplos: A testemunha (homem ou mulher) O cônjuge (marido ou esposa) A vítima (homem ou mulher)
  • Os substantivos epicenos são os que têm apenas uma forma para se referir a animais de ambos os sexos.
Exemplo: a girafa, o tatu, a onça.
Se quisermos indicar o sexo do animal, devemos usar as palavras macho e fêmea. Exemplos: a girafa macho -> a girafa fêmea o tatu macho -> o tatu fêmea
    • Quando a mudança de gênero modifica o significado
Atenção! Certos substantivos mudam de significado conforme sejam usados no masculino ou no feminino. Observe, por exemplo, os significados do substantivo cabeça nestas frases:
      Aquele menino machucou a cabeça. (a cabeça - parte do corpo).
      Aquele menino é o cabeça da turma. (o cabeça - chefe).