terça-feira, 26 de março de 2013

Concordância Ideológica

É  a concordância que não é feita da forma gramatical das palavras, mas com a ideia ou o sentido que está subentendido nelas. Também é chamada de silepse.
Exemplos:

  • A dinâmica e populosa São Paulo, continua sofrendo com as enchentes Subentende-se que citamos a cidade de São Paulo e não o estado - silepse de gênero
  • Os brasileiros, lamentamos a derrota do esquadrão canarinho Subentende-se nós, brasileiros - silepse de pessoas
E assim quando as idéias concordam entre si, por exemplo não posso falar no "batatas" no meu texto inteiro, e chegar no ultimo parágrafo e falar de " maças"

domingo, 24 de março de 2013

Gramática: Os Encontros Vocálicos



Encontro vocálico é o agrupamento de vogais e semivogais. Há três tipos de encontros vocálicos:

- Hiato= É o agrupamento de duas vogais, cada uma em uma sílaba diferente: Lu-a-na, a-fi-a-do, pi-a-da, ca-os

- Ditongo= É o agrupamento de uma vogal e uma semivogal, em uma mesma sílaba. Quando a vogal estiver antes da semivogal, denomina-se Ditongo Decrescente, e, quando a vogal estiver depois da semivogal, Ditongo Crescente. Denomina-se também oral e nasal, conforme ocorrer a saída do ar pelas narinas ou pela boca.

Cai-xa: Ditongo decrescente oral.
Cin-quen-ta: Ditongo crescente nasal.

- Tritongo= É o agrupamento de uma vogal e duas semivogais. Também pode ser oral ou nasal.

A-guei: Tritongo oral.

Á-guem: Tritongo nasal, com a ocorrência da semivogal m.

Além desse três, há outros encontros vocálicos importantes:

O agrupamento de uma semivogal entre duas vogais. São os grupos aia, eia, oia, uia, aie, eie, oie, uie, aio, eio, oio, uio, uiu em qualquer lugar da palavra - começo, meio ou fim. Eis alguns exemplos de palavras:praia, ideia, joia, imbuia, arreio, arroio, balaio, feio, tuiuiú.

Foneticamente, ocorre duplo ditongo ou tritongo + ditongo, conforme o número de semivogais. Representa-se o som de i com duplo Y: ay-ya, ey-ya, representando o "y-y" um fonema apenas, e não dois como parece. A pronúncia do i é continuada em ambas as sílabas, sem o silêncio que caracteriza a mudança de sílaba. A palavra vaia, então, tem quatro letras (v - a - i - a) e quatro fonemas (/v/  /a/  /y/ /a/), sendo que o "y" pertence às duas sílabas, não havendo, no entanto, silêncio entre as duas no momento de pronunciar a palavra. Foneticamente, há, então, dois ditongos: ay e ya.

Já em sequoia, há um tritongo (woy) e um ditongo (ya).

Na separação silábica, o i ficará na sílaba anterior: prai-a, mei-a, joi-o, mai-o, fei-o, im-bui-a, tui-ui-ú.

O mesmo ocorre com a semivogal W: aua, aue, aui...

Pi-au-í = Representação fonética: Pi-aw-wi. Com o "w" ocorre o mesmo que ocorreu com o "y", ou seja, representa um fonema apenas e pertence a ambas as sílabas, não havendo o silêncio entre elas no momento de pronunciar a palavra.

Ocorrem, também, na Língua Portuguesa, encontros vocálicos que ora são pronunciados como ditongo, ora como hiato. São eles:

Sinérese= São os agrupamentos ae. ao, ea, eo, ia, ie, io, oa, oe, ua, ue, uo:

Ca-e-ta-no ou Cae-ta-no; ge-a-da ou gea-da; Na-tá-li-a ou Na-tá-lia; du-e-lo ou due-lo.

Diérese= São os agrupamentos ai, au, ei, eu, iu, oi, ui.

re-in-te-grar ou rein-te-grar; re-u-nir ou reu-nir; di-u-tur-no ou diu-tur-no.

Obs.: Há palavras que, mesmo contendo esses agrupamentos não sofrem sinérese nem diérese. Há de ter bom senso no momento de se separarem as sílabas. Nas palavras rua, tia, magoa, por exemplo, é claro que só há hiato.

Gramática: Fonética


Introdução à Fonética

A Fonética, ou Fonologia, estuda os sons emitidos pelo ser humano para efetivar a comunicação. Diferentemente da escrita, que conta com as letras - vogais e consoantes -, a Fonética se ocupa dos fonemas (= sons); são eles as vogais, as consoantes e as semivogais.
Letra: Cada um dos sinais gráficos elementares com que se representam os vocábulos na língua escrita.

Fonema: Unidade mínima distintiva no sistema sonoro de uma língua.

Há uma relação entre a letra na língua escrita e o fonema na língua oral, mas não há uma correspondência rigorosa entre eles. Por exemplo, o fonema /s/ pode ser representado pelas seguintes letras ou encontro delas:



- c   (antes de e  e de i): certo, paciência, acenar.
- ç   (antes de a, de o  e de u): caçar, açucena, açougue.
- s:   salsicha, semântica, sobrar.
- ss:  passar, assassinato, essencial.
- sc:  nascer, oscilar, piscina.
- sç:  nasço, desço, cresça.
- xc:  exceção, excesso, excelente.
- xs:  exsudar, exsicar, exsolver.
- x:    máximo.

Os sons da fala resultam quase todos da ação de certos órgãos sobre a corrente de ar vinda dos pulmões. Para a sua produção, três condições são necessárias:

1. A corrente de ar;
2. Um obstáculo para a corrente de ar;
3. Uma caixa de ressonância.

A caixa de ressonância é formada pelos seguintes elementos:

- Faringe;
- Boca (ou cavidade bucal): os lábios, os maxilares, os dentes, as bochechas e a língua;
- Fossas nasais (ou cavidade nasal).

Aparelho Fonador: É formado pelos seguintes elementos:

- Órgãos respiratórios: Pulmões, brônquios e traquéia;

- Laringe (onde estão as pregas vocais - nome atual das "cordas vocais");

- Cavidades supralaríngeas: faringe, boca e fossas nasais.

O ar chega à laringe e encontra as pregas vocais, que podem estar retesadas ou relaxadas.

A pregas vocais, quando retesadas, vibram, produzindo fonemas sonoros.

Pregas vocais, quando relaxadas, não vibram, produzindo fonemas surdos.


Por exemplo, pense apenas no som produzido pela letra s de sapo. Produza esse som por uns cinco segundos, colocando os dedos na garganta. Você observará que as pregas vocais não vibram com a produção do som ssssssssss. O fonema s (e não a letra s de sapo) é, portanto, surdo.
Faça o mesmo, agora, pensando apenas no som produzido pela letra s de casa. Produza esse som por uns cinco segundos, colocando os dedos na garganta. Você observará que as pregas vocais vibram, com a produção do som zzzzzzzzzzzzzz. O fonema z (e não a letra s de casa) é, portanto, sonoro.
Ao sair da laringe, a corrente de ar entra na cavidade faríngea, onde há uma encruzilhada: a cavidade bucal e a nasal. O véu palatino é que obstrui ou não a entrada do ar na cavidade nasal.
Por exemplo, pense apenas no som produzido pela letra m de mão. Produza esse som por uns cinco segundos, colocando os dedos nas narinas sem impedir a saída do ar. Você observará que o ar sai pelas narinas, com a produção do som mmmmmmm. O fonema m (e não a letra m de mão) é, portanto, nasal.
Se, ao produzir o som mmmmmmmm, tapar suas narinas, você observará que as bochechas se encherão de ar. Se, logo após, produzir o som aaaa, observará também que houve a produção dos sons ba. Isso prova que as consoantes m e b são muito parecidas. A diferença ocorre apenas na saída do ar: m, pelas cavidades bucal e nasal (fonema nasal); b somente pela cavidade bucal (fonema oral).
Há também semelhança entre as consoantes p e b: a única diferença entre elas é que b é sonora, e p, surda. Isso explica o porquê de se usar m antes de p e de b.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Conjugando...

Verbo Ter...

Gerúndio: tendo
Particípio passado: tido
INDICATIVO
PresentePretérito perfeitoPretérito imperfeito
eutenhoeutiveeutinha
tutenstutivestetutinhas
ele/elatemele/elateveele/elatinha
nóstemosnóstivemosnóstínhamos
vóstendesvóstivestesvóstínheis
eles/elastêmeles/elastiverameles/elastinham
 
Pret. mais-que-perfeitoFuturo /CONDICIONAL /
Futuro do presenteFuturo do pretérito
eutiveraeutereieuteria
tutiverastuterástuterias
ele/elativeraele/elateráele/elateria
nóstivéramosnósteremosnósteríamos
vóstivéreisvóstereisvósteríeis
eles/elastiverameles/elasterãoeles/elasteriam
 
CONJUNTIVOSUBJUNTIVO (BR)
PresentePretérito imperfeitoFuturo
que eutenhase eutivessequando eutiver
que tutenhasse tutivessesquando tutiveres
que ele/elatenhase ele/elativessequando ele/elativer
que nóstenhamosse nóstivéssemosquando nóstivermos
que vóstenhaisse vóstivésseisquando vóstiverdes
que eles/elastenhamse eles/elastivessemquando eles/elastiverem
 
IMPERATIVO
afirmativonegativoINFINITIVO PESSOAL
para ter eu
tem tunão tenhas tupara teres tu
tenha vocênão tenha vocêpara ter ele/ela
tenhamos nósnão tenhamos nóspara termos nós
tende vósnão tenhais vóspara terdes vós
tenham vocêsnão tenham vocêspara terem eles/elas

sexta-feira, 1 de março de 2013

Literatura: A arte da Palavra

Literatura é a arte de compor escritos artísticos, em prosa ou em verso, de acordo com princípios teóricos e práticos, o exercício dessa arte ou da eloquência e poesia.


Literatura significa letras, um conjunto de habilidades de ler e escrever de forma correta, e é um termo oriundo do latim "litteris”. Existem diversas definições e tipos de literatura, pode ser uma arte, uma profissão, um conjunto de produções, e etc.

Literatura é a arte de criar e compor textos, e existem diversos tipos de produções literárias, como poesia, prosa, literatura de ficção, literatura de romance, literatura médica, literatura técnica, literatura portuguesa, literatura popular, literatura de cordel e etc. A literatura também pode ser um conjunto de textos escritos, sejam eles de um país, de uma personalidade, de uma época, e etc.

Literatura também é uma disciplina de colégio, onde os indivíduos estudam diversos autores e suas obras, suas contribuições para a literatura brasileira, normalmente, e temas como a lieratura portuguesa e a literatura barroca também estão presentes, além do colégio, em provas de vestibular.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Mesóclise


Mesóclise

Emprega-se a mesóclise quando o verbo estiver no futuro do presente ou no futuro do pretérito do indicativo, desde que não se justifique a próclise. O pronome fica intercalado ao verbo.

Exemplos:

Falar-lhe-ei a teu respeito. (Falarei + lhe)
Procurar-me-iam caso precisassem de ajuda. (Procurariam + me)
Observações:

a) Havendo um dos casos que justifique a próclise, desfaz-se a mesóclise.

Por Exemplo:

Tudo lhe emprestarei, pois confio em seus cuidados. (O pronome "tudo" exige o uso de próclise.)
b) Com esses tempos verbais (futuro do presente e futuro do pretérito) jamais ocorre a ênclise.

c) A mesóclise é colocação exclusiva da língua culta e da modalidade literária.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Figuras de Sintaxe.


Figuras de sintaxe:

As figuras de sintaxe ou de construção dizem respeito a desvios em relação à concordância entre os termos da oração, sua ordem, possíveis repetições ou omissões.

Elas podem ser construídas por:

a) omissão: assíndeto, elipse e zeugma;
b) repetição: anáfora, pleonasmo e polissíndeto;
c) inversão: anástrofe, hipérbato, sínquise e hipálage;
d) ruptura: anacoluto;
e) concordância ideológica: silepse.

Portanto, são figuras de construção ou sintaxe:
Assíndeto:
Ocorre assíndeto quando orações ou palavras deveriam vir ligadas por conjunções coordenativas, aparecem justapostas ou separadas por vírgulas.
Exigem do leitor atenção maior no exame de cada fato, por exigência das pausas rítmicas (vírgulas).
Exemplo: "Não nos movemos, as mãos é que se estenderam pouco a pouco, todas quatro, pegando-se, apertando-se, fundindo-se." (Machado de Assis).
Elipse:
Ocorre elipse quando omitimos um termo ou oração que facilmente podemos identificar ou subentender no contexto. Pode ocorrer na supressão de pronomes, conjunções, preposições ou verbos. É um poderoso recurso de concisão e dinamismo.
Exemplo: "Veio sem pinturas, em vestido leve, sandálias coloridas." (elipse do pronome ela (Ela veio) e da preposição de (de sandálias...).
Zeugma:
Ocorre zeugma quando um termo já expresso na frase é suprimido, ficando subentendida sua repetição.
Exemplo: "Foi saqueada a vida, e assassinados os partidários dos Felipes." (Zeugma do verbo: "e foram assassinados...") (Camilo Castelo Branco).
Anáfora:
Ocorre anáfora quando há repetição intencional de palavras no início de um período, frase ou verso.
Exemplo: "Depois o areal extenso... / Depois o oceano de pó... / Depois no horizonte imenso / Desertos... desertos só..." (Castro Alves).
Pleonasmo:
Ocorre pleonasmo quando há repetição da mesma idéia, isto é, redundância de significado.
a) Pleonasmo literário:
É o uso de palavras redundantes para reforçar uma idéia, tanto do ponto de vista semântico quanto do ponto de vista sintático. Usado como um recurso estilístico, enriquece a expressão, dando ênfase à mensagem.
Exemplo: "Iam vinte anos desde aquele dia / Quando com os olhos eu quis ver de perto / Quando em visão com os da saudade via." (Alberto de Oliveira).
"Morrerás morte vil na mão de um forte." (Gonçalves Dias)
"Ó mar salgado, quando do teu sal / São lágrimas de Portugal" (Fernando Pessoa).
b) Pleonasmo vicioso:
É o desdobramento de idéias que já estavam implícitas em palavras anteriormente expressas. Pleonasmos viciosos devem ser evitados, pois não têm valor de reforço de uma idéia, sendo apenas fruto do descobrimento do sentido real das palavras.
Exemplos: subir para cima / entrar para dentro / repetir de novo / ouvir com os ouvidos / hemorragia de sangue / monopólio exclusivo / breve alocução / principal protagonista.
Polissíndeto:
Ocorre polissíndeto quando há repetição enfática de uma conjunção coordenativa mais vezes do que exige a norma gramatical (geralmente a conjunção e). É um recurso que sugere movimentos ininterruptos ou vertiginosos.
Exemplo: "Vão chegando as burguesinhas pobres, / e as criadas das burguesinhas ricas / e as mulheres do povo, e as lavadeiras da redondeza." (Manuel Bandeira).
Anástrofe:
Ocorre anástrofe quando há uma simples inversão de palavras vizinhas (determinante/determinado).
Exemplo: "Tão leve estou (estou tão leve) que nem sombra tenho." (Mário Quintana).
Hipérbato:
Ocorre hipérbato quando há uma inversão completa de membros da frase.
Exemplo: "Passeiam à tarde, as belas na Avenida. " (As belas passeiam na Avenida à tarde.) (Carlos Drummond de Andrade).
Sínquise:
Ocorre sínquise quando há uma inversão violenta de distantes partes da frase. É um hipérbato exagerado.
Exemplo: "A grita se alevanta ao Céu, da gente. " (A grita da gente se alevanta ao Céu ) (Camões).
Hipálage:
Ocorre hipálage quando há inversão da posição do adjetivo: uma qualidade que pertence a um objeto é atribuída a outro, na mesma frase.
Exemplo: "... as lojas loquazes dos barbeiros." (as lojas dos barbeiros loquazes.) (Eça de Queiros).
Anacoluto:
Ocorre anacoluto quando há interrupção do plano sintático com que se inicia a frase, alterando-lhe a seqüência lógica. A construção do período deixa um ou mais termos - que não apresentam função sintática definida - desprendidos dos demais, geralmente depois de uma pausa sensível.
Exemplo: "Essas empregadas de hoje, não se pode confiar nelas." (Alcântara Machado).
Silepse:
Ocorre silepse quando a concordância não é feita com as palavras, mas com a idéia a elas associada.
a) Silepse de gênero:
Ocorre quando há discordância entre os gêneros gramaticais (feminino ou masculino).
Exemplo: "Quando a gente é novo, gosta de fazer bonito." (Guimarães Rosa).
b) Silepse de número:
Ocorre quando há discordância envolvendo o número gramatical (singular ou plural).
Exemplo: Corria gente de todos lados, e gritavam." (Mário Barreto).
c) Silepse de pessoa:
Ocorre quando há discordância entre o sujeito expresso e a pessoa verbal: o sujeito que fala ou escreve se inclui no sujeito enunciado.
Exemplo: "Na noite seguinte estávamos reunidas algumas pessoas." (Machado de Assis).

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Poeme-se

Poema de sete faces

Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.

As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.

O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.

O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.

Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus,
se sabias que eu era fraco.

Mundo mundo vasto mundo
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.

Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.

Carlos Drummond de Andrade


Para ajudar Professores - Exercícios de Interpretação

INTERPRETAÇÃO

1) Identifique a figura de sintaxe que ocorre no trecho abaixo:
Umas carabinas que guardava atrás do guarda-roupa, a gente brincava com elas de tão imprestáveis. (José Lins do Rego)
a) anacoluto
b) anáfora
c) aliteração
d) inversão


2) Em uma das alternativas há o vício de linguagem conhecido por ambiguidade. Assinale-a:
a) Vi aquela situação toda com meus próprios olhos.
b) Lia lia na folia.
c) Quero saber da novidade. Falem um por cada vez.
d) Pedro, o Paulo procura seu irmão.


3) Em relação ao seguinte provérbio: 'Não ames o sono, para que não empobreças; abre os teus olhos e te fartarás de pão', depreende-se que:
a) não se deve dormir.
b) não se deve fechar os olhos.
c) não se deve ter preguiça.
d) não se deve comer muito pão.


4) Na oração "Discrepâncias à parte, o fato é que nós, os caminhantes, formamos uma verdadeira tribo", se o autor optasse por redigi-la sem o pronome nós, do ponto de vista da concordância verbal, considerando-se a norma culta da língua, poder-se-ia afirmar que:
a) estaria incorreta, pois o sujeito "os caminhantes" exigiria o verbo na 3ª pessoa do plural;
b) estaria correta, constituindo-se um caso de concordância ideológica;
c) seria admissível, caso se tratasse de um texto não literário;
d) é um caso de concordância praticado na língua clássica, mas em desuso na língua atual;


5) De lá [o folhetinista] espalhou-se pelo mundo, ou pelo menos por onde maiores proporções tomava o grande veículo do espírito moderno.
Uma nova redação para a frase acima, que não prejudica o sentido original e está em conformidade com o padrão culto, é:
a) Sendo espalhado [o folhetinista] de lá para o mundo, ou a considerar minimamente onde o grande veículo do espírito moderno tomava maiores proporções.
b) O grande veículo do espírito moderno ganhava boa importância pelo mundo e de lá [o folhetinista] estava se espalhando, pelo menos por esses certos lugares.
c) [O folhetinista] Espalhou-se, de lá, pelo mundo todo, ou, quando menos, pelos lugares onde o grande veículo do espírito moderno adquiria mais força.
d) Salvo os lugares que o grande veículo do espírito moderno ganhou terreno, [o folhetinista] chegou a se espalhar, de lá, pelo mundo.


6) Leia o poema de Paulo Leminski para responder à questão.
Suprasumos da quintessência
O papel é curto.
Viver é comprido.
Oculto ou ambíguo,
tudo o que digo
tem ultrasentido.
Se rio de mim,
me levem a sério.
Ironia estéril?
Vai nesse ínterim,
meu inframistério
No poema,
a) o poeta refere-se à produção escrita partindo de uma generalização.
b) a palavra que representa o texto escrito é papel, pois há estreita contiguidade de sentido entre ambos.
c) os adjetivos que se referem, diretamente, à poesia são: oculto / ambíguo / ultrasentido / inframistério.
d) considerando o título, esse texto, por ser profundo, não deve ser lido de forma irônica. A expressão "ironia estéril" comprova isso.


7) Os trechos abaixo compõem um texto, mas estão desordenados. Ordene-os nos parênteses e assinale a opção correta.
( ) Em todos esses casos, os intelectuais falaram. Nos anos 50, eles foram a voz de uma nação ainda mergulhada nas névoas da consciência ingênua; nos anos 60, a de uma classe social que ainda não podia falar por si mesma; e nos anos 70, a de uma sociedade amordaçada.
( ) Ele não faltou também nos anos 60, quando os intelectuais, de modo geral, se tornaram marxistas e, pelo menos na variante gramsciana do marxismo, se percebiam como a consciência política do proletariado, como seus "intelectuais orgânicos".
( ) Reconhecimento foi o que não faltou aos intelectuais nos anos 50, quando esses se viam e eram vistos como articuladores teóricos de um grande projeto nacional-desenvolvimentista, e sentiam-se investidos da missão histórica de ajudar a nação a passar do estágio da "consciência ingênua" para o da "consciência crítica".
( ) Não faltou reconhecimento, enfim, nos anos 70, quando os intelectuais passaram a representar a democracia, que entrara em eclipse com o advento do regime militar.
(Sergio Paulo Rouanet)
a) 3º, 4º, 1º, 2º
b) 3º, 1º, 2º, 4º
c) 2º, 3º, 1º, 4º
d) 4º, 2º, 1º, 3º


8) Considerando o emprego do pronome em destaque, assinale a alternativa que contém a frase equivalente a - ... precisamos despertar nele o interesse de ler nosso artigo...
a) precisamos despertá-lo o interesse de ler nosso artigo.
b) precisamos despertar o seu interesse de ler nosso artigo.
c) precisamos despertar-te o interesse de ler nosso artigo.
d) precisamos despertar algum interesse de ler nosso artigo.


9) Descobriu-se uma nova espécie de arraia.
A arraia vive nas profundezas do oceano.
É uma prova da diversidade de espécies escondidas no fundo do mar.
Foi feita identificação recente de animais marinhos no litoral brasileiro.
As frases acima formam um único período com clareza, correção e lógica em:
a) Uma arraia que vive nas profundezas do oceano, descobriu-se essa nova espécie, onde prova a diversidade de espécies escondidas no fundo do mar, com a identificação recente de animais marinhos no litoral brasileiro.
b) Descobriu-se que uma nova espécie de arraia, vivendo nas profundezas do oceano, que é a prova da diversidade de espécies escondidas no fundo do mar no litoral brasileiro, com essa identificação recente de animais marinhos.
c) Foi feita identificação recente de animais marinhos no litoral brasileiro onde que descobriu-se uma nova espécie de arraia, em que ela vive nas profundezas do oceano sendo a prova da diversidade de espécies escondidas no fundo do mar.
d) Descobriu-se uma nova espécie de arraia, a qual vive nas profundezas do oceano, sendo uma prova da diversidade de espécies escondidas no fundo do mar, cuja identificação, é recente de animais marinhos, no litoral brasileiro.


10) "Em qualquer discussão pública, a familiaridade com o status quaestionis é não somente desnecessária como inconveniente". O sentido desse trecho está mantido em:
a) A familiaridade com o status quaestionis é, além de desnecessária, também inconveniente, em qualquer discussão pública.
b) Em qualquer discussão pública, não apenas a familiaridade com o status quaestionis é desnecessária e inconveniente.
c) A familiaridade com o status quaestionis, em qualquer discussão pública, é tão somente desnecessária e inconveniente.
d) Em qualquer discussão pública, a familiaridade com o status quaestionis é absolutamente desnecessária, embora inconveniente.

1-a
2-d
3-c
4-b
5-c
6-b
7-d
8-b
9-d
10-a

Demos uma qualidade: O Adjetivo


Adjetivo é a palavra que expressa uma qualidade ou característica do ser e se "encaixa" diretamente ao lado de um substantivo.

Ao analisarmos a palavra bondoso, por exemplo, percebemos que além de expressar uma qualidade, ela pode ser "encaixada diretamente" ao lado de um substantivo: homem bondoso, moça bondosa, pessoa bondosa.

Já com a palavra bondade, embora expresse uma qualidade, não acontece o mesmo; não faz sentido dizer: homem bondade, moça bondade, pessoa bondade.
Bondade, portanto, não é adjetivo, mas substantivo.

Morfossintaxe do Adjetivo:
O adjetivo exerce sempre funções sintáticas relativas aos substantivos, atuando como adjunto adnominal ou como predicativo (do sujeito ou do objeto).

Classificação do Adjetivo

Explicativo: exprime qualidade própria do ser. Por exemplo: neve fria.
Restritivo: exprime qualidade que não é própria do ser. Por exemplo: fruta madura.

Formação do Adjetivo

Quanto à formação, o adjetivo pode ser:

ADJETIVO SIMPLES= Formado por um só radical.
Por exemplo: brasileiro, escuro, magro, cômico.

ADJETIVO COMPOSTO= Formado por mais de um radical.
Por exemplo: luso-brasileiro, castanho-escuro, amarelo-canário.

ADJETIVO PRIMITIVO = É aquele que dá origem a outros adjetivos.
Por exemplo: belo, bom, feliz,  puro.

ADJETIVO DERIVADO= É aquele que deriva de substantivos ou verbos.
Por exemplo: belíssimo, bondoso, magrelo.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Interjeições

As interjeições (classe de palavras) são palavras invariáveis que exprimem estados emocionais, ou mais abrangente: sensações e estados de espírito; ou até mesmo servem como auxiliadoras expressivas para o interlocutor, já que, lhe permitem a adoção de um comportamento que pode dispensar estruturas linguísticas mais elaboradas.


As interjeições podem ser classificadas de acordo com o sentimento que traduzem. Os principais tipos de interjeição são aqueles que exprimem:

a) afugentamento: arreda!, fora!, passa!, sai!, roda!, rua!, toca!, xô!, xô pra lá!
b) alegria/contentamento: oh!, ah!, olá!, olé!, eta!, eia!, oba!, eba!, viva!, uhu!, eh! , gol!, que bom!, iupi!
c) advertência: alerta!, cuidado!, alto lá!, calma!, olha!, Fogo!
d) admiração: puxa!, nossa!, que coisa!, ah!, chi!, ih!, oh!, uh!, ué!, puxa!, uau!, caramba!, caraca!, putz!, gente!, céus!, uai!, horra!, nossa! (francês: ou la la)
e) alívio: ufa!, uf!, arre!, ah!, ainda bem!
f) animação/estímulo: coragem!, eia!, avante!, upa!, vamos!, firme!
g) apelo: alô!, olá!, ó!
h) aplauso: bis!, bem!, bravo!, viva!, apoiado!, fiufiu!, hup!, hurra!, isso!, muito bem!, parabéns!
i) agradecimento: graças a Deus!, obrigado!, obrigada!, agradecido!
j) chamamento: Alô!, hei!, olá!, psiu!, pst!, socorro!
k) estímulo: ânimo!, adiante!, avante!, eia!, coragem!, firme!, força!, toca!, upa!, vamos!
l) desculpa: perdão! desculpe!, desculpa!, mal!, foi mal!
m) desejo: oh!, oxalá!, tomara!, pudera!, queira Deus!, quem me dera!
n) despedida: adeus!, até logo!, bai-bai!, tchau!
o) dor: ai!, ui!, ai de mim!
p) dúvida: hum?, hem?, hã?
q) cessação: basta!, para!
r) invocação: alô!, ô, olá!, psiu!, socorro!, ei!
s) espanto: uai!, hi!, ali!, ué!, ih!, oh!, poxa!, quê!, caramba!, nossa!, opa!, Virgem!, xi!, terremoto!, barrabás!, barbaridade!, meu Deus!, menino Jesus!
t) impaciência: arre!, hum!, puxa!, raios!, hem!, diabo!, pô!
u) saudação: ave!, oi!, olá!, ora viva!, salve!, viva!, adeus!, alô!
v) saudade: ah!, oh!
w) silêncio: psiu!, silêncio!, calada!, psiu! (bem demorado), psit!, alto! basta! chega! quietos!
x) suspensão: alto!, alto lá!
y) terror/medo: credo!, cruzes!, Jesus!, que medo!, uh!, ui!, fogo!, barbaridade!, socorro!
z) interrogação: hei!?…

A compreensão de uma interjeição depende da análise do contexto em que ela aparece. Quando a interjeição é expressada com mais de um vocábulo, recebe o nome de locução interjetiva. Ora bolas!, cruz credo!, puxa vida!, valha-me Deus!, se Deus quiser! Macacos me mordam!
A interjeição é considerada palavra-frase, caracterizando-se como uma estrutura à parte. Não desempenha função sintática.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

DÓ/DO

Por incrível que pareça, há muitas pessoas que ao empregar o do ou dó, pecam simplesmente por não saberem diferenciar suas funções. Vamos aprender:

DÓ = é um substantivo masculino tanto na acepção de "comiseração", "lástima", "compaixão", como nomeando a primeira nota da escola musical. Em ambos, por serem monossílabos tônicos, recebem o acento agudo.

Ex: Senti muitodaquela moça./O  é uma nota grave.

DO = preposição de + artigo o , é um monossílabo átono e não é acentuado.

Ex: O argumento do homem foi irrefutável!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Numeral


Numeral é a palavra que indica os seres em termos numéricos, isto é, que atribui quantidade aos seres ou os situa em determinada sequência.
Exemplos:
  1. Os quatro últimos ingressos foram vendidos há pouco.
    [quatro: numeral = atributo numérico de "ingresso"]
  2. Eu quero café duplo, e você?
    ...[duplo: numeral = atributo numérico de "café"]
  3. primeira pessoa da fila pode entrar, por favor!
    ...[primeira: numeral = situa o ser "pessoa" na sequência de "fila"]
Note bem: os numerais traduzem, em palavras, o que os números indicam em relação aos seres. Assim, quando a expressão é colocada em números (11/3, etc.) não se trata de numerais, mas sim de algarismos.
Além dos numerais mais conhecidos, já que refletem a ideia expressa pelos números, existem mais algumas palavras consideradas numerais porque denotam quantidade, proporção ou ordenação. São alguns exemplos:décadadúziaparambos(as), novena.

Classificação dos Numerais

Cardinaisindicam contagem, medida. É o número básico. Por exemplo: um, dois, cem mil, etc.
Ordinais: indicam a ordem ou lugar do ser numa série dada. Por exemplo: primeiro, segundo, centésimo, etc.
Fracionários: indicam parte de um inteiro, ou seja, a divisão dos seres. Por exemplo: meio, terço, dois quintos, etc.
Multiplicativosexpressam ideia de multiplicação dos seres, indicando quantas vezes a quantidade foi aumentada. Por exemplo: dobro, triplo, quíntuplo, etc.
Leitura dos Numerais
Separando os números em centenas, de trás para frente, obtêm-se conjuntos numéricos, em forma de centenas e, no início, também de dezenas ou unidades. Entre esses conjuntos usa-se vírgula; as unidades ligam-se pela conjunção e.

Por exemplo:
1.203.726 = um milhão, duzentos e três mil, setecentos e vinte e seis.
45.520 = quarenta e cinco mil, quinhentos e vinte.

FLEXÃO DOS NUMERAIS

Os numerais cardinais que variam em gênero são um/umadois/duas e os que indicam centenas de duzentos/duzentas em diante: trezentos/trezentasquatrocentos/quatrocentas, etc. Cardinais como milhão, bilhão, trilhão, etc. variam em número: milhões, bilhões, trilhões, etc. Os demais cardinais são invariáveis.
Os numerais ordinais variam em gênero e número:
primeirosegundomilésimo
primeirasegundamilésima
primeirossegundosmilésimos
primeirassegundasmilésimas

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

O emprego do SC

Quando o grupo sc forma um dígrafo, isto é, representa um único fonema (/s/), costuma haver dificuldades em seu emprego, justamente por ter som de c como em anoitecer, amanhecer, etc.
Não há regras que determinem quando se deve usar o dígrafo sc ou simplesmente a letra c. A razão de algumas palavras apresentarem sc é a etimologia (crescre: crescer / nascere: nascer), porém o grupo sc que aparecia no início das palavras derivadas do inglês agora é c : scena: cena / scientia: ciência.
O sufixo verbal -ecer vem do latim escer. Quando a palavra já vem formada do latim a palavra mantém i dígrafo, como em florescer, rejuvenescer. Já nas palavrar formadas dentro da língua portuguesa     usa-se -ecer: entardecer,ensurdecer.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Origem da Literatura...



 Literatura é um fenômeno social/cultural nascido de gêneros milenares, que permanecem vivos apesar da passagem dos séculos. Em geral cada civilização gerou os mitos ligados às crenças de cada povo e às suas maneiras de ver o mundo. Assim nasceram os relatos que hoje chamamos contos de fadas, contos maravilhosos ou contos folclóricos; mora neles o que restou dos elementos dos mitos.

E não existe obra literária antiga ou moderna, que não tenha raízes nessas narrativas ancestrais. Literatura para ter um determinado valor, só pode ser escrita. Os livros demoraram muito para aparecer, daí os textos literários também demorarem muito para surgir.A evolução do livro foi muito lenta, com isto o desenvolvimento humano também foi lento, uma vez que o livro apressa a evolução humana.O livro mais antigo é o "livro dos mortos" do antigo Egito que data de 1800 a. C.. Nesse livro contém fórmulas que os antigos mortos deveriam levar quando da passagem para o outro mundo.

 No Renascimento, a partir do século XV, vemos na literatura a tentativa de se equilibrar o pensamento Cristão com a filosofia greco-romana. Apesar disso, aqueles mesmos elementos fantásticos permaneceram nesse período que gerou a Literatura chamada Clássica. Em Cervantes, Shakespeare, Camões, até Dante, ainda encontramos com seres mágicos, míticos, sobrenaturais. Seguindo para o período Pré-Romântico (entre 1700 e 1800) veremos a consagração da forma literária do romance, marcado ainda por novelas de cavalaria e romances medievais, repletos de aventuras heroicas.

O emprego do H

O h é uma letra especial: ela não representa fonema algum (daí ser chamada de "letra muda"). Mantém-se em algumas palavras de nossa língua em decorrência de etimologia* ou da tradição escrita.

Emprega-se o H:

  • No início ou no final de algumas interjeições:  ah! oh! hem?! 
  • No início de algumas palavras em razão da etimologia*: hoje, haver, humilde, herói. 
  • Nos dígrafos: nh, lh, ch: rainha, palhaço, chuva.
  • Nos compostos em que o segundo elemento, iniciado por h etimológico, se une ao primeiro por hífen: sobre-humano, pré-histórico,anti-higiênico.
  • Por tradução do estado da Bahia:  é curioso observar que,em algumas palavras, eliminou-se o h etimológico como no caso de: erva, andorinha e inverno. No entanto, o h foi mantido em formas derivada dessas palavras: Erva - herbáceo, herbívoro. Andorinha - hirundino (relativo a andorinha). Inverno - hibernação

*Etimologia: palavra de origem grega formada pelos radicais étimo e logia. Étimo = origem/Logia = estudo. Etimologia é, portanto, a parte da gramática que trata da origem das palavras.